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FALTAM DUAS SEMANAS!!!

Queridos amigos e seguidores,
Aproxima-se o dia 26 de julho e estou respirando, comendo, bebendo e dormindo em função desse acontecimento que mexe comigo e com quem está ao meu redor. Pura emoção!!! De hoje até lá, postarei todas as novidades sobre o dia do lançamento do meu primeiro livro. Conto com vocês no Mercado dos Pinhões, em Fortaleza. Beijos.

Lançamento com show de Bossa Nova e Jazz da dupla ‘Anna Canário e Edson Távora’
Degustação das cachaças artesanais de alambique Cedro do Líbano e Cachaça de Rolha
Noite beneficente (10% da venda dos livros serão doados à Pastoral da Criança / Fortaleza)
As gravuras que ilustram a obra estarão à venda no local

DESCASCANDO A GRANDE MAÇÃ − Histórias de uma Família Brasileira em Nova Iorque
Autora: Celma Prata
Prefácio: Maria Luiza de Queiroz
Orelha: Elisabete Jaguaribe
Ilustrações e capa: Totonho Laprovitera
Data: 26 de julho de 2012 (quinta-feira)
Hora: 19h00
Local: Mercado dos Pinhões (Pça. Visc. de Pelotas, 41, entre as ruas Gonçalves Ledo e Nogueira Acioli) − Fortaleza (CE)
Editora Sete


O Mercado dos Pinhões é nosso (cont. XIV)

In love total com Fortaleza, sempre, honrada e muito feliz pela oportunidade que me foi dada pela Secretaria da Cultura (Secultfor), de fazer o lançamento do meu livro em um marco histórico da nossa cidade.
Dentro da programação literária das quintas-feiras do Mercado dos Pinhões, espero que os amigos possam compartilhar desse momento muito importante na minha vida, na noite de 26 de julho.
Teremos também exposição de gravuras do artista plástico cearense Totonho Laprovitera, autor das ilustrações do livro, além de show musical de Anna Canário e Edson Távora. Save the date!!!
Como todo domingo, copio abaixo pequenos trechos dos penúltimos capítulos. Até o próximo domingo, quando postarei os dois últimos capítulos. Abraços.

Capítulo 21
“… Foi ali que recepcionamos amigos e familiares que viajaram exclusivamente para nos visitar ou que estavam de passagem pela cidade, onde cantamos ‘muitas felicidades, muitos anos de vida’, onde dormíamos juntinhos, ouvindo o ressonar do outro, onde cozinhávamos enquanto as crianças jogavam cartas na mesa de jantar ou liam e assistiam à tevê no sofá da sala. Enfim, éramos inseparáveis, nós e o nosso apê…”

Capítulo 22
“… Por conta das diferenças de pronúncia de cada nacionalidade, quase cancelei uma festa com o pessoal da minha escola de Inglês e, de outra vez, deixei uma colega indignada com o cúmulo da ‘ignorância’ brasileira. Eu me comunicava sempre em inglês, inclusive com os estrangeiros de língua espanhola, afinal eu estava ali para aprimorar o idioma…”


Sessenta, cinquenta e nove, cinquenta e oito … (cont. XII)

A exatos sessenta dias do lançamento do meu primeiro livro de crônicas, estou na fase dos ajustes pós-revisão oficial. Acertando também os últimos detalhes com os autores das ilustrações, orelha e prefácio. E ainda o local da noite de autógrafos. Tudo isso pretendo compartilhar com o caro leitor. Portanto, aguardem! A seguir, mais pequenos trechos de dois capítulos inéditos. Obrigada pelos inúmeros acessos e comentários carinhosos. Beijos e boa semana!

Capítulo 17
“… Chegamos em NYC no dia dois de janeiro, uma quinta-feira, em pleno inverno, e fomos logo brindados com uma tempestade de neve que cobriu toda a cidade. As aulas ainda não haviam recomeçado após os feriados de fim de ano e as crianças pediam para sair a toda hora, não aceitavam ficar dentro de casa.
− Vamos brincar na neve do Central Park? − meus filhos insistiam, apesar das baixas temperaturas…”

Capítulo 18
“… Minutos depois, ele retornou ‘escoltado’ pelo proprietário da deli (abreviatura para delicatessen) que ficava no térreo do nosso prédio. Os funcionários já eram nossos amigos, ‘chapas’, como dizemos no Brasil. Nós os cumprimentávamos pelo primeiro nome, intimidade só concedida nos EUA após muito tempo de convívio, embora para eles eu sempre fosse a ‘Sra. Cunha’ (meu último sobrenome) ou ‘Mam’ (de Madam), por ser casada e mais velha, acho…)”


Mais dois inéditos… (cont. VII)

Desculpem a economia de palavras, faz parte da estratégia de marketing para a divulgação do meu primeiro livro de crônicas… Brincadeirinha, é falta de tempo mesmo, estou na maior correria, editando os capítulos já concluídos.
Novidade! Já temos data de lançamento: 26 de julho, uma quinta-feira. Depois conto mais.
Super beijo, espero que curtam as amostras deste domingo.
Até o próximo!

“Quantas vezes você faz sexo por semana?”
“… Alguém aí já ouviu o brado pronunciado por dez entre dez norte-americanos: ‘I’m very proud to be an American!’? Pois foi durante uma aula, que o nosso empertigado professor ‘tenho muito orgulho de ser americano’ resolveu engatar um debate sobre religião, claro que com segundas intenções, logo vocês confirmarão…”

Times Square: a ‘zona’ que virou parque de diversão
“…Para que você possa acompanhar o thriller a seguir, tente imaginar sua filha de dez anos lhe comunicando que a escola vai levar a turminha para um espetáculo de striptease no ‘Farol’, em Fortaleza…”


Se correr o bicho pega… (cont. VI)

… se ficar o bicho come. Estou na reta final. Cheguei naquela fase que não dá pra desistir nem adiar. Meus prazos estão bem aí, tive que fazer algumas escolhas, como deixar de sair com minhas amigas, dar um tempo na ginástica, passar o fim de semana trabalhando, mas tudo por uma boa causa.
A essas pessoas, o meu muito obrigada pela compreensão e apoio. A seguir, amostras de dois capítulos inéditos. Beijos, um especial para a nossa amiga Venúsia que aniversaria hoje, e até domingo!

As três estações
… Eu estava em uma manhã de março assistindo aula na minha primeira escola de inglês, quando ouvimos um barulho diferente vindo da rua. Fomos todos espiar, professores e alunos. Eram palhaços e malabaristas divulgando a estreia do tradicionalíssimo − soube naquele exato momento − Ringling Brothers and Barnum & Bailey Circus para aquela noite, no Madison Square Garden, que ficava ali perto. Nada a ver com as performances tecnológicas e sofisticadas do canadense Cirque du Soleil

Aprendendo a conjugar o verbo ‘voluntariar’
… Além dos vinte alunos e da professora, éramos três mães voluntárias. Saímos da escola às nove da manhã, tomamos o metrô ali perto, usamos o passe livre da escola, apresentado pela professora no guichê da estação. O acesso à plataforma é o mesmo utilizado por estudantes no horário escolar e profissionais com isenção, como policiais em serviço. Cada mãe voluntária se responsabilizou por um grupo de cinco estudantes. Para agilizar, os grupos deveriam entrar no vagão do metrô por portas diferentes…


Professora não é ‘tia’

Ms. Loy era a professora de 5ª série da minha filha em uma escola pública de Nova York. Só fomos conhecer o seu primeiro nome – Julia – no final do ano letivo, quando trocamos endereços a fim de continuarmos o contato após nosso retorno ao Brasil.

Para uma criança de 10 anos acostumada nas escolas brasileiras a chamar todos os professores de ‘tia’ fulana ou ‘tio’ sicrano, o tratamento formal e respeitoso Senhorita, Senhor ou Senhora era, no mínimo, diferente. Na escola norte-americana, eu também sofri a minha cota de estranhamento ao não ser chamada de ‘mãezinha’, mas Sra. Bitar (sobrenome do meu marido).

Antes que os nossos compatriotas sensíveis e afetivos pensem que a Srta. Loy era uma professora fria e arrogante, já vou dizendo: ela era uma jovem meiga, mas firme, e altamente qualificada para o cargo. Não, o diretor não era autoritário, nem a escola super rígida. Ela cumpria a sua função, ou seja, incentivava a aprendizagem de matérias específicas e valorizava a disciplina. Questão de cultura, então? Sim, pode ser… Será?

Uma cultura que, diferentemente dos povos de países desenvolvidos e democráticos, abandonamos há uns quarenta anos. Qual foi mesmo a corrente psicopedagógica que instituiu essa forma ‘carinhosa’ de tratar os mestres dos nossos filhos? Gostaria de propor uma homenagem ao seu idealizador: construir-lhe uma estátua em cada praça. O país ficou menos violento, os jovens mais educados, a família mais feliz e a escola, principalmente a pública, mais competente.

Vale uma passadinha em Paulo Freire no Professora, sim; Tia, não!, onde o educador traz para o debate a desvalorização do professor, transformado “num parente postiço”, conformado com os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, a falta de tempo para estudar… e o desrespeito. Os laços afetivos foram supervalorizados e o compromisso da escola com a construção do conhecimento foi esquecido.

Vamos combinar, escola não é lugar para resolver carências afetivas, para isso existem a família e as terapias. Pior, no Brasil do século XXI não só os professores, mas inúmeros outros profissionais foram transformados em ‘tios’ e ‘tias’: pediatras, dentistas, psicólogos, treinadores… É um parentesco sem fim que confunde a todos. Vamos mudar isso?

Legenda foto: Julia Loy e Camila Bitar