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Finalmente!!!

Não caibo em mim de tanta expectativa. Durante os últimos seis meses, curti cada palavra construída – e muitas vezes deletada -, cada capítulo feito, refeito e refeito mais uma vez, cada texto editado, com uma pena enorme de cortar algo que o meu alterego ordenava, enfim, foi um processo tão intenso que, ao concluir tudo, me dei o direito de adoecer. Foi dor em tudo que é canto, no corpo e na alma. Felizmente, hoje estou pronta para chegar ao Mercado dos Pinhões e escrever com carinho, em cada livro, uma mensagem de gratidão e afeto.


Trabalhoso, mas sem dor…(cont. XV)

Este é o último post da série ‘Começando pelo começo – New York, New York’. Tenho a alegria de compartilhar com todas as pessoas que me ‘seguem’ desde o primeiro post, em 06 de janeiro, que hoje foi concluída a revisão finalíssima do meu primeiro livro de crônicas, a ser lançado em julho. Amanhã, minha ‘cria’ segue para o prelo, devendo ficar prontinho até o fim deste mês. Foram quinze posts em cinco meses, com todo o passo a passo das coisas boas e dos aperreios que acompanham qualquer projeto de criação. Estou muito feliz e agradecida a todos vocês. Agora é esperar os comentários, espero que meus leitores sejam generosos. Uma coisa eu lhes asseguro, apesar de muito planejado, eu me coloquei no livro sem meias medidas, pura emoção. Abaixo, trechos dos dois últimos capítulos, de um total de 24 e não 25, como estava previsto no roteiro original (dois capítulos foram fundidos em um só). Espero encontrá-los no Mercado dos Pinhões, em Fortaleza, às 19 horas, dia 26 de julho de 2012 (última quinta-feira do mês). Até lá! Beijos.

Capítulo 23
“… Eu poderia dar várias explicações para a primeira pergunta: meu marido queria fortalecer e ampliar sua rede de contatos empresariais no principal centro financeiro mundial, eu tinha vontade de estudar Marketing na maior vitrine publicitária do planeta, as crianças precisavam dominar o tal ‘idioma universal’, e quanto mais cedo isso acontecesse, melhor, ainda mais com a gente por perto…”

Capítulo 24
“… Tenho saudades das calçadas de Manhattan apinhadas de estudantes às oito da manhã e às três da tarde. E até daquele grupinho de adolescentes que cabulava aula para fumar escondido sob a marquise dos cinemas que existiam, à época, no Worldwide Plaza − complexo comercial e residencial que ocupa um bloco inteiro entre as ruas 49ª e 50ª e entre as avenidas Oitava e Nona −, disfarçando quando a atenta polícia chegava para ‘cortar a onda’ e tanger a turminha para a escola…”


O Passeio é de todos nós (cont. XIII)

Ontem, sábado, fizemos com queridos amigos um programa que geralmente só se faz enquanto turistas – infelizmente. Esquecemos a ‘violência’ e fomos curtir um marco do centro histórico de Fortaleza: o Passeio Público. Passamos momentos muito agradáveis na nossa praça mais antiga (1890), vista linda, árvores centenárias, restaurante que serve deliciosa feijoada, banheiros limpos, banda tocando música instrumental de primeira… Fiquei lembrando de quando moramos em Nova York. Íamos muito a praças e parques, que são bem cuidados e muito frequentados pela população, que realmente se apodera dos seus espaços públicos. Por que não fazer o mesmo aqui? E por falar em NYC, a seguir mais dois pequenos trechos de capítulos inéditos do meu primeiro livro de crônicas, a ser lançado no dia 26 de julho. Beijos a todos e bom domingo!

Capítulo 19
“…Pois saiba, caro leitor, que todos esses preparativos ainda não foram o suficiente. A ficha caiu quando meu professor do curso avançado de Inglês, na Cambridge Schools, David Hyman, um nova-iorquino muito simpático (juro!), comentou durante uma aula que tinha muita vontade de passar a lua de mel no Brasil…”

Capítulo 20
“… Esse é um dos momentos em que tenho vontade de voltar correndo para Nova York. Ao comprar um simples bagel para viagem, você recebe o delicioso pãozinho em formato de anel dentro de uma sacolinha de papel, junto a uma overdose de guardanapos que dariam para limpar uma centena de dedinhos gordurosos…”


De volta à terrinha amada (cont. XI)

com Maria Luiza de Queiroz na fazenda ‘Não me Deixes’

Depois de dezessete dias fora, retornei ao Ceará e já na sexta-feira, 18, fui conhecer pessoalmente um lugar e uma pessoa que muito me emocionaram. O lugar é a fazenda ‘Não me Deixes’, em Quixadá (CE), e a pessoa é Maria Luiza de Queiroz. A irmã da imortal Rachel de Queiroz, co-autora de ‘Tantos Anos’ (1998), nos recebeu, a mim e a meu marido, com a hospitalidade dos cearenses e a simplicidade das pessoas nobres. Momentos de profunda inspiração na atual fase da minha vida, em que trabalho na produção do meu primeiro livro de crônicas, a ser lançado no dia 26 de julho próximo. A seguir, amostras inéditas de mais dois capítulos. À Maria Luiza, todo o meu carinho e respeito.

Capítulo 15
“…O inverno de 1997 em Nova York foi embora e, com ele, as calças compridas e blusas de manga longa. Começava a estação de pernas de fora e axilas à mostra. Hora de agir, não dava mais para adiar. Depois de algumas buscas nas Duane Reade nos arredores de casa, encontrei o produto que prometia satisfazer minha sede escalpeladora…”

Capítulo 16
“…Os visitantes que programam NYC de olho apenas em compras, perdem a oportunidade de descobrir todos os seus encantos, embora eu reconheça que é exatamente o efervescente comércio que sustenta a economia nova-iorquina. Para os bolsos compulsivos, imagine, então, o que é morar dentro de dois Iguatemi Fortaleza…”


Ainda no Velho Mundo (cont. X)

As mães não deveriam precisar de datas especiais para serem lembradas, mas ignorar o apelo comercial desse dia é, além de inútil, deixar passar uma excelente oportunidade para reunir pessoas em torno de algo que pode trazer mais alegria e conforto ao mundo. Estou longe das minhas queridas mãe e sogra, e também dos meus amados filhão, nora e genro, mas sinto-me abraçando-os e sendo abraçada por eles. Portanto, um feliz dia a todas as mães do mundo (curiosidade: aqui a data só será comemorada em 3 de junho).

Nesses dias afastada do meu país e das minhas atividades rotineiras, pude observar com grande satisfação que o blog teve recordes de acesso. Obrigada a todos, julho se aproxima e com ele o lançamento do meu primeiro livro de crônicas, onde conto detalhes sobre a temporada que moramos em Nova York. A seguir, mais pequenos trechos de dois capítulos inéditos. Até o próximo domingo e um super parabéns para a querida Márcia Teixeira, que além de mãezona de quatro lindos filhos, está fazendo aniversário hoje. Saúde e felicidades para você, amiga!

Capítulo 13

“… Eu não estava querendo levar vantagem, nem acionando o famoso ‘jeitinho brasileiro’. Eu só queria fazer valer o direito da minha filha ao desconto. A questão não era a moça pedir a identidade, ela estava no direito dela. Mas ela não podia, nem de longe, insinuar que eu estivesse mentindo. Isso nem eu, nem qualquer cidadão, seja brasileiro, chinês ou norte-americano poderia aceitar …”

Capítulo 14

“… Minha filha se sentava no chão, por entre os livros que ia pegando nas prateleiras e meu filho preferia a seção dos discos. Após a minha aula, juntava-me aos dois, escolhia uma obra, sentava-me confortavelmente numa poltrona e mergulhava na história. Outro silêncio total. Nenhum vendedor capitalista nos forçava a comprar ou a desocupar o assento. Na hora de ir embora, eu marcava a página e devolvia o livro à prateleira. Na visita seguinte, o marcador estava no mesmo trecho em que deixei …”


The End (cont. VIII)

O título deste post fala por mim e confirma a expectativa de concluir a produção dos 25 capítulos até o fim de abril. Gente, fiz jornada tripla, mas valeu cada hora a menos de sono e cada fim de semana teclando. Done! Lançamento do livro com data agendada para 26 de julho, uma quinta-feira. Depois conto mais detalhes. Continuarei até o fim de junho postando trechos inéditos, mas daqui por diante sem os respectivos títulos. Com os de hoje, já são dez capítulos. Direto da ilha que nunca dorme, desejo uma boa semana a todos e até o próximo domingo. Super beijo.

Capítulo 9
“…Quem me conhece de perto, sabe o quanto valorizo datas. Comemoro tudo, do aniversário da minha cachorrinha à mudança para o atual apartamento, a inauguração da casa da fazenda, o dia que comecei a estudar Jornalismo, o dia que concluí o curso, minha primeira reportagem, a primeira crônica, o primeiro blog, aniversário de namoro, noivado, casamento… Talvez por isso a extensa lista de estranhamentos vividos na terra do Uncle Sam seja encabeçada pela comemoração das datas comerciais ou históricas em dias diferentes das suas equivalentes brasileiras…”

Capítulo 10
“…O que um monumento histórico do século dezessete, símbolo do amor do monarca muçulmano Shah Jahan por sua esposa favorita, tem a ver com o filme estrelado por Chevy Chase no século vinte? Absolutamente nada! Mas que o filme Vegas Vacation (‘Férias Frustradas’, na tradução para o Brasil), de 1997, foi inspirado em uma família brasileira que morou naquele ano em Nova York, ah, isso foi…”


Mais pequenas doses (cont. V)

Promessa é dívida e eu pretendo pagar direitinho. Trago para os meus queridos seguidores pequenos trechos inéditos de mais dois capítulos do meu primeiro livro de crônicas, planejado para ser lançado em julho próximo. A todos, uma Feliz Páscoa! Domingo tem mais. Beijos.

“Por que não fiquei calada?”
“… Fomos recebidos pelo diretor da Escola Adolph S. Ochs, Mr. Kinzelberg, que trajava paletó e gravata e era muito educado. Não nos perguntou se éramos imigrantes legalizados ou não, apenas qual série nossa filha havia concluído no Brasil, se tinha noções de inglês e se estava com as vacinas em dia. Pediu também o comprovante de residência em NYC para poder confirmar a proximidade com a escola − uma conta telefônica, por exemplo, que fiquei de levar depois. Preenchi a ficha da matrícula para a quinta série, visitamos as dependências da escola de cerca de quatrocentos alunos e recebi os tíquetes de café da manhã e almoço para o mês inteiro…”

Rotina nossa de cada dia
“… Como as crianças passavam o dia na escola, eu almoçava em algum lugar entre os cursos de Inglês e Marketing. Na maioria das vezes, sozinha, de outras, com os colegas da escola de inglês. Como éramos todos estrangeiros − eu era a única brasileira − em uma terra estranha, estávamos sempre juntos, nos apoiando. Já no curso de Marketing, não fiz quase amizade, a maioria era americano, havia somente três estrangeiros: eu, uma menina do Japão e outra de Portugal…”


Thiago Amazonas de Melo

Não acreditem em nada do que eu digo aqui. Isso não é um diário. Eu minto.

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