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Roteiro de ouro

Da visita guiada por enólogo à degustação dos melhores vinhos, uma fantástica experiência ao pernoitar numa vinícola da primeira região demarcada do mundo, patrimônio mundial pela Unesco.

Um pé em Viseu – para pegar mais tralhas: jarras de carvalho europeu para servir vinho-, outro na Régua, destino Numão.

Ao pessoal da mapolândia, sugiro continuar a leitura, já vão entender. Sabe o que é sair de Fortaleza com destino a Paracuru, via Sobral? Foi mais ou menos isso que fizemos. Desculpem a piada sem graça, politicamente incorreta, mas demos uma de português.

Famintos, invadimos às 3h da tarde o primeiro restaurante de Pêso da Régua. O proprietário almoçava com sua família, ou seja, expediente encerrado, mas não hesitou em nos servir uma generosa porção do prato do dia, acompanhado de uma jarra de vinho da região. A última vez que saboreamos algo parecido foi no Rio de Janeiro, num domingo. É quarta-feira em Portugal, dia de Cozido à Portuguesa.

Exageramos. Ah, uma sesta! Estaria tudo bem se não fosse a quantidade de Douro pela frente e em cima da hora para o compromisso agendado há mais de dois meses. “Atire a primeira pedra quem nunca ‘sesteou’!”. “Ora, se até Napoleão ‘sesteava’ entre batalhas…”. Inútil argumentar com o meu herói de 30 anos de luta. Compromisso é compromisso. O roteiro dourado nos aguarda.

Da Régua, pegamos uma estrada estreita, sinuosa – e looooonga -, margeando o cenográfico rio, um espetáculo de encostas cobertas de vinhedos. Do lado de fora da janela, meu antebraço e minha digital, registrando tudo de pixel a pixel. Impensável parar, pior ainda perder as belas imagens à nossa frente. Uma hora e meia depois, sem encontrar viv’alma, cruzamos com o carro do jovem e impaciente anfitrião. A culpa foi dividida democraticamente entre os nossos inoperantes telemóveis, com atenuante para a matemática das estradas cuja ordem dos fatores altera (e como!) o produto. Esses foram os motivos declarados. Quanto ao cozido… (hummm), ele está sabendo neste exato momento. O competente expert da mais espectacular das quintas do Douro, na ausência de um plano B, deu meia-volta e nos recepcionou à altura do seu cargo e empresa.

A primeira impressão quando se chega à Quinta do Vesúvio é a de que o paraíso existe. E é a que fica. Uma paisagem de beleza surpreendente cujas formas lembram (mamma mia!) o adormecido homônimo napolitano. No meio das divindades, destaca-se a secular tradição de um dos mais apreciados e bem elaborados vinhos do mundo: o Vinho do Porto. Depois de visitar a enorme adega e os imensos lagares de granito, saímos para apreciar mais de perto a vista das encostas. Final do dia, o suave vento primaveril volta a soprar. É hora de regressar a Pêso da Régua ou, simplesmente, Régua.

Dia agitado, retorno tranqüilo. A essa altura, operando com pouco mais de 20% da nossa capacidade física e intelectual, aceitamos a gentil oferta do nosso anfitrião-enólogo-agora-amigo-para-sempre, para nos guiar até outra tradicional vinícola do Douro – Quinta do Vallado – onde passaríamos a noite. Outra experiência sem precedentes, contada em legendas e fotos. Após uma noite na superconfortável Suíte Azul e uma deliciosa refeição preparada pela cozinheira da própria quinta, visitamos sua adega e participamos do “chato” ritual de degustação dos vinhos.

Porto, aqui vamos nós! Fim do roteiro “anti-horário”, com gostinho de queremos muito mais em setembro, na “pisa” do vinho (ou “lagarada”, como se chama no norte). 

A região:

O Douro é uma subregião que compreende 19 Concelhos: Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

A cidade:

Pêso da Régua (ou simplesmente Régua) é uma cidade do distrito de Vila Real e tem aproximadamente 10 mil habitantes. Conhecida como a capital do vinho e da vinha.

A visitar em Pêso da Régua:

Solar do Vinho do Porto, onde especialistas explicam as diferenças entre os diversos tipos deste néctar.

Onde se hospedar:

Quinta do Vallado

Vilarinho dos Freires/Frades

5050-364 – Pêso da Régua

Tel- 254 323147 – Fax- 254 324326

vallado@mail.telepac.pt

A visitar na região:

Quinta do Vesúvio

Numão

5155 – Cedovim (Na margem sul do Rio Douro, entre os castelos de Numão e Lavandeira)

Tel.: 079-78270; Tel. sede: 02-3706063/4/5

www.quintadovesuvio.com/pt/quinta.asp

Gastronomia

Cozido à Portuguesa (para 8 pessoas)

Ingredientes:

  • 1 frango ou meia galinha
  • 1 salpicão
  • 1 chouriça de carne 
  • 1 chouriço de sangue 
  • 400 g de costelas (entrecosto)
  • 4 a 5 ossos de suã (espinhaço) 
  • 1 orelheira e beiça (focinho) 
  • 1 couve lombarda 
  • 1 couve portuguesa
  • 5 cenouras 
  • 3 nabos
  • 5 a 6 batatas 
  • 8 *rabas (facultativo) *Raba é uma raiz que se usa em algumas zonas de Trás-os-Montes. Tem a forma de uma cenoura, podendo ser muito mais grossa do que esta, mas com uma cor branco-amarelada. O sabor lembra ao mesmo tempo o do nabo e da cenoura.

Para o arroz:

  • 750 g de arroz
  • 1 cebola 
  • 2 dentes de alho 
  • 3 colheres de sopa de azeite 
  • sal 
  • pimenta

Modo de Preparo:

Espetam-se uns palitos de madeira nos chouriços (de sangue e de carne) e cozinha-se em água simples.
Numa panela com água cozinha-se os ossos de suã, depois de bem lavados. Depois dos ossos um pouco cozidos, coloca-se na panela o entrecosto e o frango (ou a meia galinha), a orelheira e beiça e o salpicão. Estas carnes retiram-se à medida que vão cozinhando. Em seguida cozinha-se os legumes descascados na água de cozinhar as carnes.
Começa o preparo do arroz: pica-se a cebola e doura-se ligeiramente no azeite, juntamente com os dentes de alho apenas pouco amassados. Retira-se os alhos quando começam a dourar. Refoga-se bem o arroz bem lavado e escorrido. Tempera-se com sal e pimenta. Rega-se com o caldo onde cozinharam as carnes e os legumes. O caldo deve ter o dobro do volume do arroz. Quando levantar fervura põe no forno, devendo ficar bem seco.
Para servir, cortam-se as carnes, aquecem-se no caldo e colocam-se numa travessa juntamente com os legumes. O arroz é servido à parte, decorando-se a superfície com os enchidos e eventualmente rodelas de cenoura.

Curiosidades

Em Trás-os-Montes e no Alto Douro, o Cozido à Portuguesa é um prato muito popular no carnaval. Como a maioria das pessoas «mata» antes do Natal e guarda no fumeiro a orelheira e o focinho (beiça), é necessário colocar as carnes de molho de véspera. O entrecosto e os ossos da suã são salgados, pelo que deverão ser bem lavados antes de serem cozidos. No Verão a couve é substituída por molhinhos de feijão verde.

Rota do Vinho do Porto

Associação de Aderentes

Largo da Estação – Apartado 113

5050 – 237 – Pêso da Régua – Portugal.

Tel- 254 – 324 774 / Fax- 254 – 321 746.

reservas@rvp.pt geral@rvp.pt

Mais curiosidades:

Entre os muitos náufragos que perderam a vida nos rápidos do Douro, o inglês Joseph James Forrester é o mais famoso, já que se tratou de um importante homem do seu tempo, tendo realizado trabalhos notáveis no desenvolvimento da região e no combate à praga do oídio que lhe valeram o título de barão, concedido pelo rei português D. Pedro V.

Ele viajava no mesmo barco de D. Antónia Ferreira, figura histórica da região, que se terá salvo devido as saias em balão, que serviram como flutuadores. Já o barão, diz o povo, não terá tido nenhuma hipótese porque estava carregado com moedas de ouro no cinto.

Dentro da unidade geográfica da Região Demarcada do Douro, que engloba acentuadas assimetrias e uma diversidade física e natural, destaca-se a actividade vinícola, nomeadamente a produção do Vinho do Porto, que desde ao romanos, tem marcado a história desta região.

No século XVIII, o Vinho do Porto adquire uma importância tal, que Marquês de Pombal decide criar, em 1756, a Região Demarcada do Douro, a primeira região demarcada do mundo, com o intuito de evitar a fraude de vinhos feitos com uvas de outras regiões. Esta Região Demarcada do Douro, tradicionalmente, está dividida em três sub-regiões: o Baixo Corgo, o Cima Corgo e o Douro Superior.

Como forma de aproveitar toda a riqueza e tradição da Região Demarcada do Douro, é criada em 1996 a Rota do Vinho do Porto. Constituída por 49 locais, ligados em rede e direta ou indiretamente ligados à produção do Vinho do Porto e Douro. Visando o desenvolvimento regional, através da diversificação e divulgação da oferta turística, que se traduz numa melhoria de vida das populações rurais, invertendo a tendência do êxodo rural, contribuindo para a fixação dos viticultores.

Para concretizar estes objetivos a Rota do Vinho do Porto propõe aos visitantes a realização de um conjunto de mini-rotas pela região tomando contacto directo com as formas de cultivo e produção dos Vinhos do Porto e Douro, com as suas gentes e costumes.

Assim, a Rota do Vinho do Porto tem à disposição do visitante um conjunto de serviços que se relacionam com as raízes e história do Douro, nomeadamente através das Visitas e Provas de Vinhos nas Quintas produtoras de Vinho, os almoços e jantares nas quintas nos quais é possível saborear a gastronomia tradicional duriense, e a possibilidade de alojamento nas mais belas e seculares quintas da Região do Douro. Tudo isto, complementado com uma animação cultural que inclui atividades como os “Laboratórios de Sabores” que permitem aos visitantes efetuarem provas de Vinhos do Porto e experimentarem os sabores dos Produtos Regionais.

Durante a época das vindimas (setembro/outubro), as encostas do Douro ficam animadas com milhares de pessoas que colhem e transportam as uvas em cestos.

Mas ainda é muito normal a pisa da  uva ser feita à velha maneira: com os pés descalços.  Claro que isto  só acontece quando  as  uvas  e  o mosto produzido  não se  destinam aos grandes produtores.


Queijo “Seis Estrelas”

“Da mesma maneira que o vinho, o queijo nunca é igual a si próprio: é tão caprichoso como o amor”. Maurice d’Ombiaux

D.O.P. Para os que não sabem, a sigla para Denominação de Origem Protegida identifica um produto originário de uma região demarcada. Só pode ser designado assim o produto que ostentar em sua embalagem o respectivo selo de certificação, que, entre outras garantias, reconhece a origem e a qualidade do produto, o controle da produção e sua genuinidade.

Q.S.E. Voltem ao título deste artigo. Peguei vocês! Na verdade, minha “paródia” para o espetacular Queijo Serra da Estrela, inspirada no conceito dos super-estrelados hotéis do turismo primeiro-mundista.

Prontos para mais um dia de mapas e retornos? Depois de um delicioso café da manhã no solar de Canas de Senhorim, partimos para o nosso terceiro dia de roteiro anti-horário, anti-estresse, anti-pressa, anti-dieta… Temos mais dois dias de curtição até o destino final: cidade do Porto.

Chegou o grande momento de conhecer de perto a fabricação artesanal deste que é considerado, por experts, o melhor queijo do mundo. Estamos longe de ser especialistas, mas nossa paixão pelo “queijinho de fralda” é bem antiga.

Chegando à Caldas da Felgueira, concelho de Nelas, nos dirigimos a uma queijaria formada por áreas de pastagens, entre florestas de pinheiros e carvalhos. Afluentes do rio Mondego atravessam a bela propriedade e dela avista-se, em grande plano, a imponente Serra da Estrela.

Obtido a partir da coagulação do leite cru de ovelhas das raças Bordaleira Serra da Estrela ou Churra Mondegueira, da região demarcada da Serra da Estrela, Portugal, o QSE não recebe tratamento térmico ou químico. O qualho é realizado pela ação da flor do cardo Cynara cardunculus, temperado com sal. Por não usar qualho animal, pode ser considerado um produto vegetariano.

É um queijo curado, de casca amarelo-palha, de pasta semimole, amanteigada e de cor branco-marfim, com nenhum ou muito poucos olhos, de bouquet suave, limpo e ligeiramente acidulado. Sua forma é de cilindro baixo com abaulamento lateral e um pouco na face superior, sem bordos definidos. Só de falar, dá água na boca (hummm…. ).

O lento processo envolve simplicidade, paciência, cuidados e, principalmente, muito amor. O aroma de leite puro, a névoa gelada pairando sobre as competentes e simpáticas queijeiras “artesãs”, a degustação ao redor da grande mesa de onde se descortina a verde ondulação da Serra da Estrela, tudo isso elevou aquele momento ao relicário destinado aos mais nobres sentidos do corpo e mente.

Desolée, caros franceses e seus queijos maravilhosos, mas o título the best vai para o… (suspense) Serra da Estrela!

Requisitos obrigatórios que autorizam o uso da D.O.P. Queijo Serra da Estrela:

• Produzir o Queijo apenas na região demarcada do Queijo Serra da Estrela (DOP), que abrange os concelhos de Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Seia, Manteigas, Penalva do Castelo, Mangualde, Nelas, Carregal do Sal, Oliveira do Hospital e algumas freguesias dos concelhos limítrofes;

• Produzir o Queijo de acordo com as regras legalmente estabelecidas, nomeadamente adicionando apenas o leite de ovelha Bordaleira Serra da Estrela e/ou Churra Mondegueira crú, sal e flor de cardo;

• Obter o leite a partir de rebanhos da raça Bordaleira Serra da Estrela e/ou Churra Mondegueira isentos de Brucelose, isto é, com um estatuto sanitário B3 ou superior, e cujas condições de manejo e higiene sejam consideradas boas;

• Possuir uma queijaria licenciada para o fabrico de queijo;

• Submeter o queijo a uma série de análises microbiológicas que se deverão encontrar dentro dos limites legalmente estabelecidos nomeadamente no que diz respeito a Listéria, Salmonela, Staphylococcus Aureus e Escherichia Coli;

• Após aprovação do queijo nas análises microbiológicas, submetê-lo a um painel de provadores que o classificarão de acordo com parâmetros de crosta, forma e consistência, textura e côr da pasta e sabor e aroma. O valor mínimo de aprovação neste painel é de 15 valores (numa escala de 0 a 20). OBS: A região do QSE foi demarcada por Decreto-Regulamentar de 1985.

Passo-a-passo do fabrico artesanal do QSE

• Produzido a partir de leite puro cru de ovelha (5 a 6 litros de leite para 1kg de queijo).

• A ordenha é feita pela manhã bem cedo e ao cair da noite.

• O leite é transportado em vasilhas de lata conhecidas como ferradas.

• *A seguir, amorna-se o leite em banho-maria (sem ferver), passando-o então, por um coador de pano que contém cardo moído com sal. A presença do cardo promove a coagulação do leite (30 a 45 minutos).

• A coalhada resultante é transferida gradualmente para uma forma redonda de lata, com furos, denominada acincho, colocada em cima de uma mesa inclinada conhecida como francela.

• Por prensagem manual, vai-se extraindo o soro da coalhada que se torna firme e consistente. Nesse ponto, retira-se o acincho e envolve-se o queijo com um pano branco, a empesga.

• O acincho é recolocado e a massa novamente espremida até não deitar soro algum.

• Finalmente deita-se uma pedra sobre o acincho para dar forma, devendo assim permanecer por um dia, após o que retira-se definitivamente o acincho e o queijo recebe sal à sua volta.

• Permanecerá, a partir de então, cerca de 30 dias em processo de cura (todos os dias se limpa em volta com um pano branco, removendo as impurezas até o queijo ficar amarelo).

• Resulta, como produto, um queijo em forma de cilindro baixo, de cerca de 1,5 kg, com abaulamento lateral.

• Suas dimensões habituais são 15 a 20 cm de diâmetro por 4 a 6 cm de altura.

• Apresenta crosta lisa, consistente, amarelada e uniforme.

• A pasta é amarela, fechada, amanteigada e untuosa.

• Seu aroma e sabor são delicados, suaves e ligeiramente acidulados.

* Só é necessário amornar o leite caso o intervalo de tempo entre a ordenha e a fabricação do queijo tenha sido longa o suficiente para esfriá-lo.

Características do QSE

• Amanteigado – cura de 40 dias. Apresenta pasta semi-mole, branco marfim, com poucos ou nenhuns olhos.

• Velho – cura de pelo menos 120 dias, pasta de consistência muito mais dura, ligeiramente quebradiça, paladar intenso e ligeiramente picante.

• Corno- raro. Característico por sua dureza.

Dicas de como saborear o QSE

• Livre-o do calo e saboreie-o à temperatura ambiente.

• Ganham em sabor se forem abertos antes de ser consumido.

• Corte-o em fatias e deixe-o respirar (assim como os vinhos, os queijos também precisam respirar).

• Os mais novos devem acompanhar, de preferência, um vinho tinto da região, um Dão mais novo de aroma leve.

• Os velhos devem ser saboreados com um Dão tinto velho.

• Os duros são especialmente saborosos quando passados pelas brasas de uma fogueira.

Curiosidades

Tradicionalmente, a profissão de pastor fazia parte da herança social nas famílias. Agora, a vida de pastor não seduz mais os jovens. O trabalho árduo que se inicia com o pastoreio das ovelhas e termina com o moroso processo de feitura do queijo é realizado por pastores e queijeiras com uma média de idade superior a 40 anos.

Serviço

Queijos Quinta da Lagoa (Pastor e Produtor)

Vale de Madeiros (entre as vilas Canas de Senhorim e Caldas da Felgueira) 3525 Canas de Senhorim – Concelho de Nelas Tel/Fax: 232 671 173 Cel: 968 037 654 / 966 796 448 serradaestrela@queijoquintadalagoa.com www.portalserradaestrela.com

Atende diariamente famílias e grupos. Medalha de prata nas Olimpíadas da Itália em 2002.

Preço médio do quilo: 15 euros (no Brasil chega a custar 290 reais o quilo)

Servir um camembert aos amigos pode ser corriqueiro nos tempos atuais, quando há uma boa oferta desse queijo nos supermercados. Mas apreciar um autênctico camembert é outra história.


Quem tem boca vai a Canas de Senhorim

Trancoso, Viseu, Gouveia… Cidades brasileiras? Não se apressem em responder. Nem Bahia, Pará ou Minas. Continuamos em Portugal, pois, pois! E, de novo, na estrada…

Noite atípica de primavera: fria e chuvosa. Desde que deixamos Estremoz, já se vão sete longas horas entre auto-estradas, portagens, uma paragem rápida para um lanchinho e, de relance, alguns closes no show de 1º de maio na praça de Castelo Branco, além de uma longa paragem na medieval Viseu, pois se saco cheio não dobra, saco vazio não fica em pé.

O solícito garçom indica as direções no nosso já surrado mapa. Estrada 231, sentido Nelas. “Vão andar um bocadinho, pouco mais de um quarto de hora” (fico a pensar que aqui se usa outra medida de tempo).

Lotados de cabrito e arroz de pato – e vinho-, demos ainda um giro por Viseu Gourmet (último dia da feira!). Programa fora do roteiro, mas imperdível!

Meu companheiro de 30 anos de estrada insiste em parar cada peão para confirmar se estamos na direção certa. Que mania essa de brasileiro perguntar em cada esquina! Para que servem os mapas, pois? Pois vos digo: nesse caso, para nada!

Pegamos à direita numa abertura que parecia uma estrada. Parecia. Fomos dar em lugar nenhum. Voltamos tudo de novo. Já estamos quase a desistir. Agora sou eu que faço questão de perguntar nos raros lugares ainda abertos.

Minha autoconfiança de viajante experiente vai rolando Dão abaixo. Cadê a placa dessa freguesia, minha N. Sra. de Fátima? Bem que nos alertaram que a ida ao santuário era garantia de uma feliz estadia em terras lusitanas. Mas o tal do livre arbítrio nos encaminhou a divindades bem pouco ortodoxas: mergulhamos literalmente na folia de Dionísio, vulgo Baco para os romanos.

Vamos telefonar para o Solar? Podem estar a pensar que não iremos mais. Uma voz grave e sonolenta me faz perceber que é preciso urgentemente oficializar o Brasileiro. É outro idioma que escuto do outro lado da minha caríssima linha de telemóvel verde-e-amarelo. Não consigo captar quase nada, mas voltamos outra vez para a estrada.

Mais perguntas, mais rotundas e retornos. Solidário, o incansável limpador tenta – sem sucesso – melhorar o nosso campo visual. Dobro onde? Sigo até onde?

Quase meia-noite quando, após um longo caminho ladeado de pinheiros e mimosas (que só conseguimos visualizar depois, à luz do dia), chegamos à praça da igreja matriz dessa bela-adormecida aldeia da Beira Alta. Ambos adormecidos, nós e a aldeia.

Quem nos recebe à porta da majestosa mansão do século 18 é a mesma senhora de estranho sotaque que agora, pessoalmente, reconheço como o meu querido Português. A distinta e jovial D. Maria Luisa Sampaio Abreu Madeira é quem hoje comanda o solar que pertence à sua família há mais de 300 anos.

Pela ambientação do hall de entrada, com duas magníficas carruagens postadas atrás da pesada porta de madeira, aos pés da espetacular escadaria de pedra que nos leva a um salão de estar aquecido por lareira no primeiro andar, pudemos vislumbrar todo o seu valor histórico.

Em seguida, fomos acomodados em um confortável quarto com ampla sala de banho e vista para a praça. Tive sonhos fantásticos, com trens-fantasma, carruagens antigas, palácios, estradas sinistras, e um som que remetia às manhãs de domingo da minha infância. Acordamos com as primeiras badaladas do sino da igreja. O pequeno almoço seria servido daí a pouco.

A região:

Beira Alta compreende os seguintes Distritos e Concelhos:

A cidade:

  • Canas de Senhorim é uma agradável Freguesia do Concelho de Nelas, com aproximadamente 4 mil habitantes. É conhecida por suas condições climáticas e pelas termas de São Pedro do Sul, Caldas da Felgueira (Nelas), Carvalhal (Castro Daire) e Alcafache (Viseu), especializadas no tratamento de problemas dermatológicos e respiratórios, artrite, asma e bronquite.

Onde ficar:

Solar Abreu Madeira

Largo Abreu Madeira, 7

3525-004 – Canas de Senhorim – Portugal

Tel/Fax: +351 232 671 183

A 25 km de Viseu, Estrada 231, direção Nelas

03 quartos, piscina, adega, salão de jogos, capela

Diária quarto duplo com café da manhã: 40 Euros

Como chegar:

Do Porto: A1 em direção à Lisboa, saindo para a Mealhada. Aqui tome a N234 em direção à Mangualde. Ao chegar em Canas de Senhorim, dirija-se ao centro e depois à Igreja Matriz. O Solar fica em frente.

De Viseu: Estrada 231, direção Nelas, Canas de Senhorim.

  • Curiosidades do Solar:

Em 1810, quando da terceira invasão napoleônica, os franceses espalhavam o pânico, pilhando, roubando, destruindo tudo à sua passagem. Ao grito “Vêm aí os franceses!”, as pessoas fugiam, levando consigo o que podiam, deixando escondido o que tinha mais valor. Objetos em prata e uma colcha Indo-Portuguesa (atestando um passado de prováveis viajantes pelo Oriente), foram enterrados para escapar à ambição dos franceses. Também os bacamartes são testemunhas silenciosas desse tempo. A capela setecentista, dedicada à N. Sra da Conceição, veio da Casa do Cruzeiro, também pertencente à família, e ainda hoje as duas imagens partilham as honras do altar.

Exposição a visitar:

Viseu Gourmet

Evento anual com o melhor da gastronomia e dos vinhos do Dão em ambientes decorados por arquitetos.

Local: Solar do Vinho do Dão

Viseu- Portugal

Entre os meses de abril e maio (4 dias)

www.viseugourmet.com

Onde Comer:

Restaurante O Cortiço

Rua Augusto Hilário, 45
Tel: 232423853

Viseu


Extremos lusitanos

Não que sejamos do contra, mas sempre esteve em nossos planos fazer um roteiro “anti-horário”. Ao invés do manjado Lisboa-Porto via litoral ou Fátima, desta vez nosso primeiro destino seria o Alentejo.

De viatura alugada e mapa novinho na mão, uma hora depois já estávamos no extremo leste do país. Mais um bocadinho e invadiríamos a Espanha. Conduzir na Europa é assim. A cento e vinte por hora, se não ficar atento às placas, você já ultrapassou fronteiras. Acostumados às nossas distâncias continentais, isso aqui parece pista de autorama. Meu enjôo, cantado em verso e prosa, ficou para trás nos buracos e sinalização precária das estradas brasileiras. Parece que nasci para esta vida.

Na bem-preparada-com-bastante-antecedência agenda, uma visita a um lagar de azeite, em Vale de Seda, e pernoite numa aconchegante albergaria em Arcos, onde no passado funcionou uma casa agrícola, cujo cuidadoso projeto de restauração e ambientação – soube depois – foi assinado por um arquiteto brasileiro. No dia seguinte, antes de partirmos, vinícola Monte Seis Reis, na saída de Estremoz – a única aberta no feriado.

O que está escrito naquele cartaz? “A-gro…” Volta! Não precisa, tem outro ali adiante! Feira Internacional de Agro-Pecuária de Estremoz – FIAPE 2007. Agricultura, tudo bem, mas pecuária… Uma ligeira desconfiança de que o destino me pregou uma de suas peças. Paranóia, perseguição, sina, como queiram. O fato é que vim atraída por vinhos e azeites e me deparo com o cotidiano que deixei em stand-by no Brasil. Até aqui, minha Santa Inês? O.k. que companheira de criador não passa sem, pelo menos, uma feira ou leilão por mês. Eu gosto, mas custa diversificar de vez em quando? Tentei negociar. Primeiro feira, depois “uma night”. Topou na hora! Gata escaldada, desconfio da fria que entrei: nessas águas lusitanas não devem rolar nights. Trinta felizes agro-anos juntos, só com um santo por perto. E dos fortes!

Que beleza! Um mix de expo e agito! Um euro para entrar, mais outro por uma taça vazia, mas por pouco tempo. Degustação free! A bebida dos deuses está pegando ou cansou de segurar o copo? Mais duas moedas e você sai desfilando com uma bolsinha porta-taça, a tiracolo. Um charme!

Paqueramos os rebanhos europeus, nos deliciamos com iguarias como o Porco Preto e o espetacular Pata Negra, tudo regado a tintos das melhores vinícolas da região e arrematado com o famoso pão alentejano. Não fosse o apoio irrestrito do meu companheiro à minha compulsão por artes em geral, por considerá-la menos grave que as demais – roupas e sapatos, por exemplo-, não teria sido capaz de carregar sozinha toda aquela tralha: pratos de parede, portas-azeitonas, canecas em cerâmica com paisagens locais pintadas a mão, molduras antigas, etc.

Nove da noite e o insone sol de primavera insiste em saudar o espectáculo musical. Show e luzes formam uma parceria perfeita, mas fazer o que? Escurecer mesmo só lá pelas 22h. Famílias inteiras não esticam até tarde, pois europeu do interior que se preza não cai na farra até de manhã. Mas esta não é uma segunda-feira qualquer, é véspera de 1º de maio. O show da noite? “Grupo Canta Brasil”. Coincidências demais! Evento agropecuário, show de banda brasileira… Não fosse pelo friozinho, o excelente vinho tinto e o adorável sotaque português, juraria que estava num parque de exposições da minha terra brasilis. Mas vamos curtir, pois a night está apenas começando nesta que é uma das mais importantes feiras do “além Tejo”.

A região:

O Alentejo é uma região que compreende integralmente os Distritos de Portalegre, Évora e Beja, parte dos Distritos de Setúbal e Santarém, e 58 Concelhos (18,8% do total nacional).

A cidade:

Estremoz fica no Distrito de Évora e tem cerca de 10 mil habitantes.

Vinícola a visitar

Auto Estrada Lisboa – Évora A5 – Estremoz, direção Sousel, Casarões – Monte Seis Reis

Lagar de Azeite a visitar

Auto Estrada Lisboa – Évora A5 – Estremoz – Sousel – Fronteira, direção Alter do Chão, 2 km à saída de Fronteira virar à esquerda, Vale de Seda – Monte da Colónia

 

Onde ficar:

Albergaria Monte da Rosada

Largo da Rosada, 36

Arcos, 7100-011 – Estremoz

Tel 351 268 891 770

Fax 351 268 891 771

info@monte-rosada.pt

www.monte-rosada.pt

Diária quarto duplo 85 Euros (abril/2007) (11 quartos)

Bar e restaurante, barbecue, adega, piscina, capela

De Estremoz, direção Elvas pela N4

Feira a visitar:

FIAPE (Feira Internacional de Agro-Pecuária de Estremoz)

Estremoz – Portugal

http://www.fiape.com.pt

Período: Entre os meses de abril e maio.

Duração: Uma semana

Ramos Expositores: Artesanato, Pecuária, Produtos Regionais (vinhos, enchidos, azeites, queijos, doces, frutos secos), Instituições, Maquinaria Agrícola, Automóvel e Entretenimento (restaurantes, bares, shows).

Gastronomia

Pata Negra

  • É um presunto cru, feito a partir da pata traseira (pernil) do Porco Preto Alentejano, sal e os conservantes E 250 e E 252.
    • Depois do processo de salga, os pernis são colocados para secar e envelhecer.
  • Classificação (por bolotas):
    • 3 bolotas: 18 meses de cura
    • 4 bolotas: 24 meses de cura
    • 5 bolotas: 30 meses de cura
  • Como cortar:
    • Precisa de um suporte para presunto e três tipos de facas: uma comprida e flexível, outra curta e forte e, uma terceira, de lâmina larga.
    • Cortar em fatias muito finas. Apresenta aspecto marmoreado de vermelho e branco.
    • Preço (70 euros = quilo)

 

Porco Preto Alentejano (ibérico) é a última raça suína de pastoreio da Europa. São pequenos e com patas de cor escura. Trata-se de uma raça diferente e única que hoje só se encontra no sudoeste da Península Ibérica. É, sem dúvida, uma raça excepcional e privilegiada pela natureza. Sua alimentação consiste num regime de bolota (fruto do sobreiro, árvore da família do carvalho) que combina com a ingestão de ervas frescas e plantas aromáticas, complemento protéico que acrescenta um suave perfume aos presuntos e enchidos (embutidos).

Curiosidades:

É também da árvore sobreiro que se extrai a cortiça usada para a fabricação de rolhas para garrafas de vinho e champagne. Até pouco tempo atrás, só existia em Portugal, principalmente na província do Baixo Alentejo.


Tejo à (primeira) vista! A descoberta de uma paixão.

Era o ano de 2001. Caímos de amores por tudo o que ele tem de bom: o charme antigo e encantador da sua capital, as ricas regiões rurais, as auto-estradas que nos permitem atravessar o país longitudinalmente (o popular “de cabo a rabo”) num piscar de olhos, a comida divina, os tintos maravilhosos, os queijos idem, os azeites incomparáveis, um povo com forte senso de profissionalismo, sem falar da enorme vantagem – para nós – do idioma, mesmo que não nos entendamos à primeira fala. Mas o que conquista mesmo é a camaradagem para com os brasileiros. Sem falar que estamos a apenas 6 horas de distância, privilégio de quem mora na cidade brasileira mais próxima da Europa. Sorry, Sudeste e Sul, não temos culpa de estarmos tão perto da civilização…

Sempre que o tema era “férias na Europa”, meu pensamento – comigo junto – voava à Paris, como se todo o resto do continente estivesse caduco, morto e enterrado. Uma questão de preferência, embora minha avó tivesse outra opinião: “gosto não se discute, lamenta-se”.

E quando o gosto cheira a preconceito? Quem já não ouviu o célebre “não conheço e não gosto”? Será que podemos creditar tal radicalismo à possibilidade da maioria ter gazeado as aulas de Geografia e, de quebra, as de História? Senão vejamos.

Experimente falar que é do Brasil para um europeu, norte-americano ou qualquer outra nacionalidade da linha do Equador para cima, e logo perguntarão sobre o Rio de Janeiro, tangas, carnaval, samba, Pelé (antigamente), Ronaldão (ontem) e Ronaldinho (hoje). Um ou outro “mais bem informado” comenta sobre a violência urbana que ouviram falar não sabem onde ou viram em algum filme norte-americano etc e tal.

Brasileiros não fogem à regra: Ao seu amigo brasileiro você fala que vai ao Peru, e ele não comenta nada além de Machu Picchu, como se Lima tivesse sido varrida do cardápio. Quando o papo é Argentina, o máximo que você vai arrancar do seu colega de trabalho, além do tango de Buenos Aires, são alguns comentários sobre “esqui-bunda” em Bariloche.

Continuando nessa linha estereotipada de pensamento, lembro perfeitamente das famosas excursões para a Europa “Ao Retornar ao Brasil, Tire Férias”. Tratava-se de uma maratona de 30 dias por 10 países, uma média absurda de dois dias por país, o restante era em estradas e aeroportos. Os caras, com toda razão, retornavam meio confusos (“comemos uma pizza naquela torre torta!”) e e-xaus-tos (precisamos de férias!), porém maravilhados com tudo. Ou “quase tudo. Portugal? Quanta decepção! Atrasado, povo mal-humorado, carros velhos, prédios mal-conservados, péssimas estradas, etc. e tal.

Todo esse lero-lero é para demonstrar que o danado do preconceito, filho biológico da ignorância e primo em primeiro grau da falta de conhecimento, além de todos os conhecidos males, ainda nos priva de muitos prazeres.

Presos em suas armadilhas, a verdade é que eu e meu cúmplice de três décadas de segredos e planos adiamos por várias vezes a primeira visita ao “primo pobre” do “Velho Mundo”.

Os investimentos euro-bilionários nesses 20 anos de adesão à UE – Expo 98 no pacote-, resultaram em grandes mudanças, com destaque para o harmônico contraste entre Lisboa antiga e nova – vide Parque das Nações -, mas o valor daquele belo país sempre esteve lá.

Na cultura intocável dos tradicionais lisboetas, na manutenção da “pisa” do vinho, na forma artesanal de fazer o queijo e até na “teimosia” dos moradores das aldeias com seus “escudos” pra lá, “contos” pra cá, quando a nova moeda já comemora seu oitavo ano, sendo cinco só de circulação. Também é verdade que continuam a reclamar de TU-DO, mas até isso é divertido. Que o poeta-mor da heteronímia, em pessoa, perdoe o parafraseado: “Portugal não é mais belo que o meu país porque Portugal não é o meu país”.

Não abandonamos, contudo, os velhos amores: ainda nos restou uma semaninha para a “Cité lumière”, ulalá!

História:

Durante séculos, Portugal ficou totalmente virado para o oceano com suas explorações e descobrimentos, ou seja, desgarrou-se politicamente da Europa. Este período encerrou-se com a descolonização em 1975. A nova imagem de Portugal coincide com a volta da sua presença política na Europa. Não que estivesse totalmente desligado, mas sua entrada na UE resgatou sua antiga presença política. Voltou a ser um país essencialmente europeu.

Portugal na estrada:

O país possui uma boa rede viária:

  • Auto-Estradas (AE)
  • Itinerários Principais (IP)
  • Itinerários Complementares (IC)
  • Estradas Nacionais (EN)
  • Estradas Municipais.

Os limites máximos de velocidade para automóveis:

  • 50 km/hora – dentro das localidades
  • 90 km/hora – nas vias normais
  • 100 km/hora – nas vias reservadas a automóveis
  • 120 km/hora – nas auto-estradas.

Em caso de avaria ou acidente na auto-estrada: telefone 808 508 508 (chamada local).

Uma taxa de álcool igual ou superior a 0,5 gramas/litro implica proibição de dirigir.

O uso do cinto de segurança é sempre obrigatório.

Para os motoristas com dificuldades de locomoção, ou que o preferirem, é possível o aluguel de veículos com câmbio automático ou adaptados.

Para o aluguel de automóvel é necessário:

  • ter idade mínima entre 21 e 25 anos, dependendo da locadora;
  • apresentar documento de identificação (bilhete de identidade para os cidadãos da U.E. ou passaporte válido para as outras nacionalidades);
  • licença de motorista válida há mais de um ano.

Dicas:

  • Alugar um carro com GPS. Custa os olhos da cara, mas economiza a garganta, o tempo, o combustível, o juízo, … O.k., vacilamos!
  • Hospedar-se em seculares residências de famílias tradicionais (Turismo de Habitação) e nos alojamentos das próprias vinícolas é o grande diferencial desse roteiro.

Thiago Amazonas de Melo

Não acreditem em nada do que eu digo aqui. Isso não é um diário. Eu minto.

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